Theatro Municipal: um patrimônio vivo

Quando se pensa em São Paulo e, principalmente, no Centro Histórico de São Paulo, a primeira coisa que vem à mente é o imponente Theatro Municipal de São Paulo. Não sem razão.

O prédio é a personificação da história, do surgimento e do crescimento da maior metrópole da América Latina. 

Foi inaugurado em 1911, e teve sua estrutura inspirada num dos maiores teatros do mundo, a Ópera de Paris. Em 1981, já fazia parte do Patrimônio Histórico do Estado, mas por que exatamente foi construído?

A alta sociedade paulistana desejava uma casa de espetáculos à altura de suas posses acumuladas com a fartura do ciclo do café. Querendo imitar a ostentação de elites francesas, as famílias mais ricas da região apoiaram o projeto como forma de comprovação de status social. 

Quem efetivamente o construiu?

O projeto foi assinado pelo escritório Ramos de Azevedo em colaboração com os italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi e demorou 8 anos para ser concluído.

Seu estilo arquitetônico da obra é eclético, pois são combinados os estilos Renascentista, Barroco do setecentos e Art Nouveau. O edifício é ainda estruturado em quatro corpos: a fachada com o salão de entrada e a escadaria nobre; o central, no qual encontra-se a sala de espetáculos; o palco; e, por fim, o ambiente onde estão localizados os camarins.sss

No dia 12 de Setembro, dia de sua inauguração, cerca de 20 mil pessoas se reuniram para admirar o primeiro prédio a ser abastecido inteiramente por energia elétrica e para ver o espetáculo. Tal dia também é marcado pelo primeiro trânsito da história da cidade. Adultos e crianças vinham de todos os cantos para assistir à ópera Il Guarany, de Carlos Gomes e à encenação da ópera Hamlet, de Ambroise Thomas.

Mas não é somente por essa noite memorável que o edifício é lembrado. O Theatro Municipal foi o palco da Semana de Arte Moderna, o pontapé inicial do Modernismo no Brasil. Alguns dos nomes que participaram do evento de 11 a 18 de Fevereiro de 1922 incluem Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Guilherme de Almeida, Menotti Del Picchia, Di Cavalcanti, Víctor Brecheret e Heitor Villa-Lobos.

E desde então a história do Theatro não para. Em 2012, passou a contar com um anexo, a Praça das Artes. Esse é um conjunto arquitetônico que abriga corpos artísticos, sendo sede também da Sala do Conservatório, da Escola de Dança de São Paulo e da Escola Municipal de Música de São Paulo.

O Theatro sempre foi e sempre será um dos maiores símbolos de arte e cultura da cidade de São Paulo.

ZAC Imóveis por Gabriella Ramus