Bairros que amamos e os porquês

Edição: Pinheiros

Pinheiros foi um dos primeiros bairros paulistanos, já que foi criado com a Vila de São Paulo. Aldeamentos foram convertidos em freguesias e vilas rodeadas de aldeias indígenas, de acordo com a política jesuítica de instalação de capelas para fixação e conversão indígena.

Mas de acordo com o estudioso Eudes Campos: “A chegada dos portugueses vindos de Santo André provocou a imediata retirada dos índios, que, abandonando suas casas, foram reunir-se em dois pontos afastados, transformados depois em aldeamentos, Pinheiros e Ururaí (São Miguel Paulista).”

Em 1560, a área da Matriz Paroquial de Nossa Senhora do Monte Serrate de Pinheiros pertencente a uma sesmaria concedida a Martim Afonso de Sousa a Pero de Góis passou para as mãos do bandeirante Fernão Dias Paes. E assim formava-se o bairro de Pinheiros.

E de onde vem o nome? Os índios tupi chamavam o rio próximo à região de Pi-iêrê, que significa “derramado”, em alusão ao transbordamento das águas que alagava as margens. A mistura de “Pi-iêrê” com o sotaque português deu luz ao nome atual.

E o que pode se fazer em Pinheiros?

  1. Praça Benedito Calixto: para quem gosta de antiquarias e pechinchar;
  2. Instituto Tomie Ohtake: para que gosta de arte e arquitetura;
  3. King of the Fork (KOF): para quem gosta de café e bikes;
  4. Padoca do Maní: para quem gosta de comida de roça… só que melhor.

Pinheiros é um dos primeiros bairros paulistanos e, ao mesmo tempo, um dos mais modernos. Essa dualidade é perceptível, principalmente, na arquitetura e isso nos leva a essa edição de 2 Edifícios Pinheiros.

Igreja Nossa Senhora do Monte Serrate

Após a chegada dos portugueses e da expulsão dos índios tupis por volta de 1560, fundou-se várias aldeias na região conhecida hoje como bairro do Pinheiros. No aldeamento Nossa Senhora dos Pinheiros, foi construída uma capela pelos padres jesuítas da Companhia de Jesus. Ao longo das décadas, a igreja de Nossa Senhora de Monte Serrate foi evoluindo até a aparência que tem hoje. Essa foi idealizada no começo do século XX e foi finalmente fundada em 02/02/1914. Um verdadeiro símbolo de nosso passado católico.

Instituto Tomie Ohtake

O Instituto Tomie Ohtake foi inaugurado em novembro de 2001. O prédio destaca-se por ser um dos únicos espaços da cidade especialmente projetado, arquitetônica e conceitualmente, para realizar mostras nacionais e internacionais de artes plásticas, arquitetura e design. Seu nome homenageia Tomie Ohtake e, por isso, desenvolve exposições que focalizam os últimos 60 anos do cenário artístico, das quais participou a artista.

Além de um programa de exposições marcante na cena cultural brasileira, o Instituto se desdobra em outras atividades como debates, pesquisa, produção de conteúdo, documentação e edição de publicações e ampla pesquisa no ensino da arte contemporânea. Um verdadeiro símbolo do poder da arte e da arquitetura brasileira.

ZAC Imoveis