Antonio Dias: um artista fora da linha

Quem foi Antonio Dias e o que ele fez?

Bom, são duas perguntas difíceis de responder em tão poucas linhas.
Para começar, Antonio Manuel Lima Dias nasceu em Campina Grande, Paraíba, no ano de 1944 e foi um artista visual e multimídia. Ele passou a infância em cidades por todo o Nordeste e teve sua primeira aula de artes com seu avô, que lhe ensinou técnicas de desenho. Em 1958, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como desenhista e artista gráfico.

No ano seguinte, Dias começou a expandir seu conhecimento técnico ao ter aulas com o artista Oswaldo Goeldi no Atelier Livre de Gravura da Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Assim, não demorou muito para ter sua primeira exposição individual, que acontece em 1962 na Galeria Sobradinho (RJ). Sua carreira decolou quando o artista recebeu uma bolsa do governo francês para testemunhar as manifestações de maio de 1968.

Em seguida, em 1968, é contratado pelo Studio Marconi em Milão. A partir daí são viagens e mais viagens. Tanto para pesquisas quanto como convidado para projetos de outros artistas reconhecidos e até mesmo como professor em universidades europeias.

Sua fama se dá principalmente pelo fato de que Antonio Dias era maestro na técnica de conjugar abstração construtiva e figuração, era maestro em negar o formato tradicional de um quadro. Ao mesmo tempo, Dias utiliza as telas para fazer críticas sociais, muitas vezes servidas com uma dose extra de ironia.

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